segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A verdade das palavras e o outro

                                                              Foto: Henri Cartier Bresson

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"( A. S. Exupéry)



As palavras são sagradas. Amor, saudade, sim e não. A verdade que elas trazem é de uma pureza e, ao mesmo tempo, de uma dureza que nos fortalece e a tudo ao nosso redor.  Constroem relações inabaláveis.

Quantos parceiros você já amou ‘para sempre’? Ou quantas vezes você encontrou a (nova) ‘mulher da sua vida’? E todos os ‘por toda a vida’, que duraram, apenas, alguns meses?

É preciso cuidado, pois além de você e as palavras, existe o outro. E a palavra preservada, com toda a sua verdade e originalidade, como o que é divino, garanto, traz uma real e desestruturadora (no bom sentido) intensidade e completude.

Praticar a verdade das palavras é tão libertador e, ao mesmo tempo (infelizmente), é a própria transgressão.

Transgressora nata que sou, além das palavras, faço questão de entregar, ao outro, a verdade que elas trazem porque se for incompleto e se for raso, se o brilho for falso, falta o essencial – algo como o toque de mestre ou o x da questão, a cereja do bolo, a azeitona da empada. A gente até come o bolo e a empada, mas sente o vazio da cereja e da azeitona. Com elas fica mais autêntico, mais gostoso.

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